Assimetria Craniana em Bebês: Plagiocefalia, Braquicefalia, Escafocefalia | Shopping Ortopédico
Entenda plagiocefalia, braquicefalia, dolicocefalia e craniossinostose
Assimetria Craniana em Bebês
O que é assimetria craniana posicional?
A cabeça do bebê é maleável nos primeiros meses de vida e é justamente por isso que ela pode mudar de formato com facilidade, seja dentro do útero, seja depois do nascimento. Quando isso acontece por pressão externa repetida (e não por uma questão estrutural), chamamos de assimetria craniana posicional. As formas mais comuns são a plagiocefalia e a braquicefalia.
A diferença mais importante que você precisa saber primeiro:

Se você não sabe qual é o caso do seu bebê, o primeiro passo é uma avaliação especializada.
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Tipos de assimetria craniana posicional
Plagiocefalia
Achatamento assimétrico, geralmente na parte póstero-lateral de um dos lados da cabeça. É o tipo mais comum e pode vir acompanhado de um desalinhamento entre as orelhas ou os olhos.
Braquicefalia
Achatamento simétrico, na região posterior (occipital) da cabeça, deixando-a mais larga e achatada. Muito associada ao tempo prolongado deitado de barriga para cima.
Escafocefalia
Alongamento da cabeça no sentido da frente para trás (antero- posterior), com estreitamento lateral. É mais comum em bebês prematuros que passam tempo prolongado internados, sempre na mesma posição.
Cranioestenose
A craniossinostose (ou cranioestenose) é o fechamento precoce de uma ou mais suturas do crânio. É uma condição estrutural presente desde antes do nascimento, que não se resolve com reposicionamento, fisioterapia ou órtese. Ela exige avaliação com neurocirurgião pediátrico e, na maioria dos casos, tratamento cirúrgico. É bem mais rara que as formas posicionais: ocorre em cerca de 1 a cada 2.500 nascidos vivos, enquanto as assimetrias posicionais afetam uma parcela muito maior dos bebês. Diferenciar as duas é sempre o primeiro passo de qualquer avaliação.
Sinais de alerta e quando cada tratamento se aplica
Observe em casa
- Um lado da cabeça mais achatado que o outro
- Uma orelha mais adiantada que a outra quando vista de cima
- Preferência forte por virar a cabeça sempre para o mesmo lado
- Cabeça mais larga e curta que o esperado para a idade
Nenhum desses sinais, isoladamente, é motivo de pânico, mas é motivo para marcar uma avaliação especializada.
Como funciona o tratamento no Shopping Ortopédico
- Avaliação especializada e Escaneamento 3D: medição e avaliação precisa através do Scanner 3d para avaliação do formato da cabeça.
- Confecção da órtese: confeccionada com tecnologias de impressão 3D, personalizada para cada bebê.
- Acompanhamento contínuo: ajustes periódicos e retornos periódicos, com reavaliação do progresso a cada visita, scanner 3d para acompanhamento da evolução do bebê realizado nos retornos.
Este conteúdo é foi escrito por Mariana Maia Lemos Barreto, fisioterapeuta (CREFITO 316391-F), diretora do Shopping Ortopédico e presidente da SBAC — Sociedade Brasileira de Assimetria Craniana e Torcicolo Congênito, com formação internacional em conceitos de tratamento conservador (BSPTS, Rigo, Schroth, Lyon).
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Perguntas Frequentes
Sim. Estudos publicados em periódicos científicos, incluindo um estudo de caso no periódico Einstein (SciELO), que cita os trabalhos de Mulliken et al., Graham et al. e Rogers et al. documentam melhora estatisticamente superior da simetria craniana com o uso da órtese, quando comparada ao reposicionamento ativo isolado, especialmente em casos moderados a graves.
- Em casos leves e diagnosticados cedo, o reposicionamento e a fisioterapia costumam ser suficientes, e é isso que a literatura recomenda tentar primeiro.
- Em casos moderados a graves, ou diagnosticados depois da janela ideal de reposicionamento, a órtese craniana tem respaldo em estudos com metodologia mais recente mostrando benefício real.
- A decisão não deve ser feita em casa: uma avaliação especializada, com medição objetiva do grau de assimetria, é o que define qual caminho se aplica ao seu bebê.
Na maioria dos casos, não. A maior parte das assimetrias cranianas é posicional e reversível com o tratamento adequado. O importante é descartar a craniossinostose, que é rara e exige avaliação cirúrgica.
O tratamento é mais eficaz até por volta dos 18 meses, quando o crânio ainda está em fase ativa de crescimento. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor a resposta.
Depende da gravidade e da idade do bebê. Casos leves diagnosticados cedo costumam responder bem a reposicionamento e fisioterapia. Casos moderados a graves, ou diagnosticados depois dos 6 meses, geralmente se beneficiam da órtese craniana.
Sim. Estudos publicados mostram melhora estatisticamente superior da simetria craniana com o uso da órtese em comparação ao reposicionamento isolado.
É possível, mas a negativa pode ser contestada com laudo médico.
Não. A órtese craniana é confeccionada sob medida e personalizada para cada bebê com materiais específicos para este uso.
A diferenciação exige avaliação clínica e, em alguns casos, exame de imagem e por isso a orientação é sempre buscar um profissional especializado diante de qualquer assimetria perceptível.
Varia conforme a gravidade e a idade de início, mas costuma durar entre 3 e 6 meses, com uso de até 23 horas por dia e ajustes periódicos ao longo do tratamento.
